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Lindas Reflexões!
De Escritores Conceituados e Anônimos |
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A cerimônia da partida é sempre igual. O guarda-linha apita e a locomotiva responde e somente depois do terceiro apito que ela começa lentamente a deslizar pelos trilhos paralelos que vão nos levar a viver nossa estória.
Nossa vida é assim como uma viagem de trem. O destino é incerto e o momento da chegada imprevisível. Cada estação, representa uma fase de nossa caminhada, onde novas vidas surgem e outras cumprem seu destino. Do meu lado sentou-se minha mãe, em frente meu pai. Eram muitos os vagões e todos formavam o trem da minha vida. Fui crescendo e percebendo que muitas eram as vidas nos vagões daquele trem. Em cada vagão, muitas vidas se desenrolando. Surpresas e decepções, alegrias e tristezas, muitas emoções. Em cada estação, a alegria de quem embarcava e a tristeza de quem desembarcava com a missão cumprida. Conviver com estas pessoas era a nossa difícil missão. Gente de todas as raças, credos e cor. Uns risonhos, outros preocupados, uns alegres e saudáveis, outros tristes e abatidos vencendo as etapas que aqui chamo de estações. Fui crescendo e entendendo melhor esta minha viagem. Fazia muitos planos sobre o meu destino, mas a cada parada muitas mudanças e meu traçado também tinha que ser refeito. Primeiro foi meu pai a desembarcar nesta viagem. Cedo ainda ele partiu e eu nem me dei conta, porque era muito pequeno para entender a morte. Sua partida nos aproximou mais e assim minha mãe, eu e meus irmãos mais unidos ficamos. Não sei de onde minha mãe tirou forças para fazer nossa viagem prosseguir. Ela na sua simplicidade, já tinha passado por muitas estações e por isso tentava nos mostrar as belezas e os perigos que nos acompanham durante a viagem. Saber escolher o certo, era o segredo que ela tentava desvendar. Meu irmão seguia em outro vagão onde uma companheira arrumou e deixou sua vida seguir a seu modo. Muitos filhos, muitas lutas, acertos e desacertos. Em outro vagão, minha irmã também elegeu seu companheiro de viagem, mas ao nosso lado deixou seguir sua vida. Chegou o dia que eu nunca desejei ver chegar. Minha mãe desceu na estação, eu esperei o guarda apitar, a locomotiva respondeu com seu estridente apito. Houve um segundo apito do guarda e o segundo da locomotiva. Eu temia pela volta de minha mãe, mas não houve jeito, o guarda apitou pela terceira vez e a locomotiva apitando deu inicio a mais uma etapa da viagem. Para minha mãe a jornada terminou naquela estação. Agora na viagem somente eu e meus irmãos. Tentamos muitas vezes alterar a rota e cada um buscou seu novo lugar no trem da vida. Era cada vez maior o numero de passageiros desembarcando, outros embarcando e a viagem seguiu seu traçado desconhecido. Pelas muitas estações que passamos, deixamos nossas marcas, que são os feitos que realizamos. Caímos muitas vezes, mas soubemos como nos erguer e seguir em frente. O trem agora parece que anda mais depressa e as estações ficam mais próximas, por isso o tempo de viagem parece passar rápido. Pura ilusão porque tememos nossa hora do desembarque. Eu desci em muitas estações, mas com medo de perder o trem, retornava logo no primeiro apito. Sei que um dia vou perder o trem. Ao contrário de todos que já desembarcaram, não quero deixar ensinamentos para quem chegar e prosseguir na viagem. Não existe uma só lição que sirva para todos, cada passageiro tem que escolher seu jeito de seguir viagem sem atropelos e não vale decorar a lição, é preciso entende-la, é preciso senti-la. Não sabemos quem vai subir na próxima estação ou quem nela vai desembarcar. Não nos é dada a receita de como “viajar” melhor, porque não temos consciência de quantas viagens já fizemos e quantas ainda faremos. Com certeza esta não é nossa primeira viagem e nem será a última. Neste trem já viajamos percorrendo as mesmas estações. Da maneira como nos comportamos na última viagem, será escolhido nosso roteiro para a próxima. É por isso que não existe ninguém que possa nos aconselhar a escolher o melhor caminho, porque somente a você será dado o direito escolher sua rota, mas não seu destino. Não aprendemos viver com lições, mas viveremos melhor se exemplos pudermos deixar.
Domingos Leoni é jornalista e escritor
Meu querido amigo Leoni
A Vitrine agradece sua colaboração, pois suas reflexões
sempre nos ensina algo mais!
Obrigada
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"Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
- a pedra, depois de atirada;
- a palavra depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida e
- o tempo, depois de passado."
Almodó
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A Borboleta Azul
Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes.
As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder,outras não.
Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina. O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar.
Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.
Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.
- O que você vai fazer? - perguntou a irmã.
- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!
As duas meninas foram então ao encontro do sábio, que estava meditando.
- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você... ela está em suas mãos.
Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.
Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não conquistamos). Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta azul... Cabe a nós escolher o que fazer com ela.
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
"Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
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