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                                DESIGUALDADE

 

                                                                

 

A desigualdade social acontece quando a distribuição de renda é feita de forma diferente sendo que a maior parte fica nas mãos de poucos. No Brasil a desigualdade social é uma das maiores do mundo. Por esses acontecimentos existem jovens vulneráveis hoje principalmente na classe de baixa renda, pois a exclusão social os torna cada vez mais supérfluos e incapazes de ter uma vida digna. Muitos jovens de baixa renda crescem sem ter estrutura na família devido a uma série de conseqüências causadas pela falta de dinheiro sendo: briga entre pais, discussões diárias, falta de estudo, ambiente familiar precário, educação precária, más instalações, alimentação ruim, entre outros. 

A desigualdade social tem causado o crescimento de crianças e jovens sem preparação para a vida e muitos deles não conseguem oportunidades e acabam se tornando marginais ou desocupados, às vezes não porque querem, mas sim por não sobrarem alternativas. Outro fator que agrava essa situação é a violência que cresce a cada dia. 

Podemos perceber que o ódio que faz com que uma pessoa se torne violenta sempre tem razões anteriores. Na maioria das vezes que vemos depoimentos de pessoas envolvidas com violência, as mesmas tiveram na infância situações onde o pai era ausente ou se presente espancava a mãe, a miséria fazia com que os pais vendessem drogas por um prato de comida, pais entregavam filhos para adoção ou até mesmo abandonavam os filhos ao invés de tentar reverter à situação. Alguns casos, as pessoas hoje violentas foram vítimas de abuso sexual quando mais jovens e essa série de situações trazem uma ira e desejo de vingança não só dos mal-feitores, mas também das autoridades que sabem de todos esses possíveis acontecimentos e não tomam posição. 

Hoje traficantes têm tomado o poder de algumas grandes cidades brasileiras e prejudicado cidadãos de bem com o intuito de atingir as autoridades. A cada dia que passa pessoas são mortas, espancadas e abusadas para que alguém excluído do mundo mostre que alguma coisa ele sabe fazer, mesmo que isso seja ruim. 

O fato é que, as autoridades são as principais causadoras desse processo de desigualdade que causa exclusão e que gera violência. É preciso que pessoas de alto escalão projetem uma vida mais digna e com oportunidades de conhecimento para pessoas com baixa renda para que possam trabalhar e ter o sustento do lar entre outros.

Veja links relacionados:

Brasil Escola - Veja o que diz sobre as classes sociais e suas desigualdades.

Folha On-line - Conheça uma pesquisa que mostra a posição do Brasil sobre desigualdade social no mundo.

UNESCO - Veja o que a UNESCO está fazendo pela inclusão social no Brasil.

 


                                          

 

 

A pobreza é um problema que afeta a maioria dos países.

A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais que afetam a maioria dos países na atualidade. A pobreza existe em todos os países, pobres ou ricos, mas a desigualdade social é um fenômeno que ocorre principalmente em países não desenvolvidos.

O conceito de desigualdade social é um guarda-chuva que compreende diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade, resultado, etc., até desigualdade de escolaridade, de renda, de gênero, etc. De modo geral, a desigualdade econômica – a mais conhecida – é chamada imprecisamente de desigualdade social, dada pela distribuição desigual de renda. No Brasil, a desigualdade social tem sido um cartão de visita para o mundo, pois é um dos países mais desiguais. Segundo dados da ONU, em 2005 o Brasil era a 8º nação mais desigual do mundo. O índice Gini, que mede a desigualdade de renda, divulgou em 2009 que a do Brasil caiu de 0,58 para 0,52 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade), porém esta ainda é gritante.

Alguns dos pesquisadores que estudam a desigualdade social brasileira atribuem, em parte, a persistente desigualdade brasileira a fatores que remontam ao Brasil colônia, pré-1930 – a máquina midiática, em especial a televisiva, produz e reproduz a ideia da desigualdade, creditando o “pecado original” como fator primordial desse flagelo social e assim, por extensão, o senso comum “compra” essa ideia já formatada –, ao afirmar que são três os “pilares coloniais” que apoiam a desigualdade: a influência ibérica, os padrões de títulos de posse de latifúndios e a escravidão. É evidente que essas variáveis contribuíram intensamente para que a desigualdade brasileira permanecesse por séculos em patamares inaceitáveis.

Todavia, a desigualdade social no Brasil tem sido percebida nas últimas décadas, não como herança pré-moderna, mas sim como decorrência do efetivo processo de modernização que tomou o país a partir do início do século XIX.
Junto com o próprio desenvolvimento econômico, cresceu também a miséria, as disparidades sociais – educação, renda, saúde, etc. – a flagrante concentração de renda, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a baixa escolaridade, a violência. Essas são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil.

Segundo Rousseau, a desigualdade tende a se acumular. Os que vêm de família modesta têm, em média, menos probabilidade de obter um nível alto de instrução. Os que possuem baixo nível de escolaridade têm menos probabilidade de chegar a um status social elevado, de exercer profissão de prestígio e ser bem remunerado. É verdade que as desigualdades sociais são em grande parte geradas pelo jogo do mercado e do capital, assim como é também verdade que o sistema político intervém de diversas maneiras, às vezes mais, às vezes menos, para regular, regulamentar e corrigir o funcionamento dos mercados em que se formam as remunerações materiais e simbólicas.

Observa-se que o combate à desigualdade deixou de ser responsabilidade nacional e sofre a regulação de instituições multilaterais, como o Banco Mundial. Conforme argumenta a socióloga Amélia Cohn, a partir dessa ideia “se inventou a teoria do capital humano, pela qual se investe nas pessoas para que elas possam competir no mercado”. De acordo com a socióloga, a saúde perdeu seu status de direito, se tornando um investimento na qualificação do indivíduo.

Ou, como afirma Hélio Jaguaribe em seu artigo No limiar do século 21: “Num país com 190 milhões de habitantes, um terço da população dispõe de condições de educação e vida comparáveis às de um país europeu. Outro terço, entretanto, se situa num nível extremamente modesto, comparável aos mais pobres padrões afro-asiáticos. O terço intermediário se aproxima mais do inferior que do superior”.

A sociedade brasileira deve perceber que sem um efetivo Estado democrático, não tem como combater ou mesmo reduzir significativamente a desigualdade social no Brasil.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Sociologia - Brasil Escola

 


 

s objetivos de desenvolvimento do Brasil são igualdade social e respeito aos direitos humanos coletivos e individuais.

A UNESCO no Brasil tem fundamentalmente como missão contribuir para a redução da pobreza e da desigualdade social e contribuir para a inclusãosocial e proteger e promover osdireitos humanos e os valores éticos, em consonância com as prioridades do país.

Para construir suas estratégias de contribuição ao país nos esforços para alcançar seus objetivos de desenvolvimento, a Organização observa e analisa freqüentemente o contexto social, interpretando dados, políticas, projetos e programas e propondo linhas de ação, além de tratar da mobilização e da conscientização dos atores sociais.

A UNESCO identificou vários desafios na área das ciências humanas e sociais:

  • São grandes as desigualdades sociais e regionais no país, assim como a exclusão social. Grande parcela da população é pobre ou está em estado de extrema pobreza. Além disso, muitos jovens se encontram em situação de vulnerabilidade social.
  • Há violações de direitos humanos e conflitos interpessoaisque atingem principalmente jovensmulheres, crianças eafrodescendentes que impedem o alcance da justiça social.
  • São altos os índices de violência, especialmente entre jovens, e as práticas de segurança pública são baseadas na repressão.
  • O conhecimento sobre as questões éticas contemporâneas envolvidas no desenvolvimento científico e tecnológico é insuficiente.
  • filosofia é pouco conhecida e não é valorizada como conteúdo importante do conhecimento humano.

Os objetivos da UNESCO na área de Ciências Humanas e Sociais são: contribuir para o avanço do conhecimento, elevar padrões intelectuais e promover a cooperação técnica, a fim de facilitartransformações sociais de acordo com valores universais dejustiçaliberdade e dignidade humana.  A UNESCO no Brasil desempenha papel de grande importância na condução dacooperação técnica internacional em direção à promoção detransformações sociais necessárias para o país.

A fim de alcançar esses objetivos, é importante promover o debate sobre o empoderamento de grupos vulneráveis, em especial osafrodescendentes, os jovens, as mulheres e as populações indígenas. A UNESCO apoia o diálogo com esses grupos, focando atores tais como autoridades públicas, entidades privadas e organizações não-governamentais.

A UNESCO aproveita sua experiência, obtida no processo de preparação e formulação de instrumentos legais universais, visando promover debates e discussões sobre questões éticas, e apoia a implementação no Brasil de compromissos internacionaistais como a Declaração Internacional sobre Bioética. 

 


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