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 Entendendo as  Finanças

Rita de Cássia Mormito


 Especialista em Gestão Empresarial/> pela ECA-USP

 Bacharel em Administração Geral/> pela Faculdade

 Diadema e cursando Especialização em Docência

 no Ensino Superior pelo Instituto Grande ABC de Ensino.

Traz em sua experiência profissional, atuação

em diversas áreas: Administrativa, Comercial, Contabilidade

Controladoria, Financeira, entre outras.

Atua como consultora e auditora em processos

 de reestruturação empresarial e de certificação de qualidade.

Como Palestrante realiza palestras nas áreas de

Empreendedorismo, Introdução a Finanças Pessoais

 e Matemática Financeira.

Professora do curso de Graduação em Administração

pela Faculdade Anchieta nas disciplinas de

Contabilidade Introdutória, Contabilidade Gerencial

 Gestão de Pessoas, Empreendedorismo, Planejamento

 Estratégico, Estrutura Organizacional e Matemática

 Aplicada a Administração.

Participou do Núcleo de Empreendedorismo formado pela

 Coordenação de Administração da Faculdade Diadema

 sob direção do Professor Antônio Augusto da Silva

 Gonçalves; onde elaborou juntamente com outros

 professores o projeto Gente que Empreende, que ficou

 entre os 4 melhores do Brasil, no Prêmio Melhores

 Universidades do Guia do Estudante e Banco

Real na categoria Empreendedorismo no ano de 2005.

É Co-autora do livro Empreendedorismo: um caminho

 para o sucesso, pela editora ESETEC.


 

 

 

 

Vamos   ver como funciona??

Manter hábitos de finanças pessoais não é tarefa fácil. Para cuidar bem das finanças é necessário aprender a fazer um orçamento e controlar o desejo de gastar.

 

Na grande maioria dos casos, as pessoas acham desnecessário fazer um orçamento por acharem que têm poucas despesas.

 

Aprender a fazer um orçamento e controlar as despesas leva tempo e requer esforço próprio. É necessário entender melhor os hábitos de consumo e aprender a administrar o dinheiro; e isso deverá ser a meta para a vida inteira. No início é um desafio enorme, mas não se deve desistir.

 

 

  Atualmente, um desafio para a maioria das pessoas é fazer um controle financeiro pessoal, pois, por mais que se apliquem os conceitos nas empresas, quando falamos do nosso próprio dinheiro começamos a complicar as coisas.

Muitas pessoas não sabem quanto gastam, sendo assim é difícil sair de uma situação de endividamento. Nestes casos é necessário tomar algumas medidas e ter uma boa dose de disciplina.

As pessoas perdem o controle financeiro porque não sabem de que forma o dinheiro entra e sai do bolso. De forma geral tem uma noção de valores de forma isolada, mas não sabe qual será o impacto de uma decisão na sua vida financeira. Precisam entender que a situação financeira é um conjunto de fatores e decisões de ganhos e gastos, numa linha temporal.  É importante prever a situação financeira, para não ter surpresa por conta de eventos inesperados.

A preocupação de quem quer atingir objetivos financeiros deve ser sem dúvida, a organização, o planejamento e a simulação de cenário a ser atingido. Nestes casos, o orçamento financeiro é a ferramenta que pode dar sustentabilidade a este planejamento.

 

Um orçamento é um plano para gastos e poupança. Quando você começa a definir seu orçamento pessoal, precisa escolher um período de duração (mensal, anual), estimar valores e equilibrar despesas e renda. Este orçamento permite a monitoração da situação financeira, cria um quadro visual de gastos, evita os gastos por impulso, possibilita saber como é gasto o dinheiro, e ajuda a se prevenir para eventos imprevistos.

 

Gitmann define Finanças “como a arte e a ciência de administrar fundos. Praticamente todos os indivíduos e organizações obtêm receitas ou levantam fundos, gastam ou investem”.

 

Sendo assim é interessante entender que a organização e o planejamento financeiro são dois processos consecutivos e contínuos, não conseguimos planejar sem nos organizarmos.

 

Primeiramente precisamos saber qual é a nossa real situação financeira, para ter consciência dos nossos objetivos e a partir daí estabelecer um planejamento. Se partirmos de um planejamento desorganizado não será possível atingir nossos objetivos, não se pode aproveitar situações de oportunidades financeiras sem conhecer a real situação.

 

Muitos fogem do planejamento porque não conseguem identificar os seus benefícios de uma forma rápida, observando somente o trabalho que terão. Inclusive nos casos onde a renda é restrita, esse planejamento significa privações em grande parte das vezes e por muitos anos, necessitando de muita disciplina e nesses casos as pessoas se desestimulam.

 

Quando conhecemos o que temos, o quanto gastamos e o quanto devemos, adquirimos um controle sobre a nossa vida, essa organização financeira traz o maior beneficio que é o ganho do poder, tirando aquele mito de que a organização financeira é só pra pagar as contas em dia, como pensam muitas pessoas.

 

Organizar e planejar as finanças pessoais é entender o que podemos gastar hoje sem comprometer o futuro do nosso padrão de vida.  Fazer escolhas no presente sem comprometer o futuro ou vice versa. O controle eficaz do dinheiro começa com o estabelecimento de metas de curto, médio e longo prazo, e criando um orçamento pessoal.

 

Neste processo de definição de metas, ocorre a transformação de suas necessidades em metas, que nada mais é que um resultado bem específico que se pretende alcançar. Nestas metas os prazos podem ser desde horas, dias até para a vida toda e em todos os aspectos da vida: pessoal, educacional, social ou financeiro. Após isso é só colocar no orçamento mensal, para começar a torná-las realidade.

 

Quando falamos de metas devemos ter em mente que elas têm algumas características básicas: são específicas (pra que guardar o dinheiro), mensuráveis (quanto falta para atingir a meta), atingíveis (ser razoável e possível), relevantes ( ter bom senso na escolha) e previsíveis (data alvo definida).

 

Segundo o livro Dinheiro: os segredos de quem tem, existem 5 passos para a conquista da independência financeira: dedicar tempo a construção do plano seja ele em papel ou planilha eletrônica,  relacionar todas as fontes de recursos financeiros e todos os gastos mensais; identificar as possibilidades de redução dos gastos e o estabelecimento de limites para gastos não programados; otimizar os gastos e identificar de forma precisa o preço da sobrevivência, quanto gasta-se por mês; e calcular quanto sobra mensalmente para possíveis investimentos mensais.

           

 

 

 


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