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Revista Vitrine & Você 

História de Sorocaba

A cidade de Sorocaba foi criada em 1599 por Dom Francisco de Souza, governador-geral do Brasil. Acreditando que havia ouro no local, Souza levantou o pelourinho na Nova Vila de Nossa Senhora da Ponte de Mont Serrat, simbolizando o poder real. Como foi confirmada a existência do metal, o governador retornou à corte.

Quase 95 anos depois, em 1654, o capitão Baltazar Fernandes mudou-se para a região com sua família e escravos. O povoado que se estabeleceu no local foi fundado com o nome de Sorocaba, que em Tupi-Guarani significa "Terra Rasgada".

Para incentivar o povoamento da região, o capitão doou grande parte das suas terras aos beneditinos de Parnaíba. No local deveria ser construído um convento e uma escola, onde funcionaria um centro gerador de cultura.

O comércio de índios era a principal fonte de renda da época, mas começou a ser substituído pela feira de muares a partir do século XVII. A primeira tropa passou pelas ruas de Sorocaba em 1733, conduzida pelo Coronel gaúcho Cristóvão Pereira de Abreu, um dos fundadores do Rio Grande do Sul. Pereira de Abreu, sem saber, escrevia uma parte da história que mudaria um ciclo na cidade, o Tropeirismo.

O município está localizado em uma posição estratégica e isso fez com que Sorocaba se tornasse ponto de passagem obrigatória dos Tropeiros. Com isso, o local virou o eixo econômico entre o Norte, Nordeste e o Sul. Com esse fluxo, a cidade ganhou a Feira de Muares, onde brasileiros de todos os estados reuniam-se para comprar e vender animais.

O aquecimento econômico desenvolveu o comércio e a indústria caseira, baseada na confecção de facas, facões, redes, doces e objetos de couro para montaria.

A partir de 1875, com a inauguração da Estrada de Ferro Sorocabana, algumas indústrias têxteis instalaram-se na cidade, tornando-a conhecida como a Manchester Paulista. A estrada de ferro trouxe o progresso ao pequeno vilarejo, que virou Comarca.

A partir da década de 70, a cidade precisou buscar alternativas para impulsionar a economia, a indústria têxtil entrou em declínio e, nesse momento, o município se diversificou, recebendo outras empresas. Atualmente, mais de 1.600 têm sua sede em Sorocaba.

No entanto, Sorocaba mantém viva a sua história nos edifícios seculares como o Mosteiro de São Bento, com paredes de taipa; a Igreja Catedral, a Casa da Marquesa de Santos, o Casarão de Brigadeiro Tobias e a Estação de Ferro Sorocabana.


História de Sorocaba
 
Antes da chegada do europeu – Viviam, onde hoje é Sorocaba, os índios tupiniquins (pertencentes ao grupo tupi). Existiam matas em Sorocaba e árvores como perobas, cabriúvas, jacarandás, cedros. Não havia pau-brasil. Os índios utilizavam caminhos e estradas abertas na mata. Uma dessas estradas era chamada de Peabiru (O Caminho do Sol), uma estrada comercial que ligava várias regiões da América do Sul. Um ramal dessa estrada passava por Sorocaba. Os índios deram muitos nomes de lugares: Sorocaba (significa Terra rasgada), Itapeva (pedra chata), Araçoiaba (esconderijo do Sol), Itavuvu (pedra grande e chata)...
1589 – Afonso Sardinha “O Velho” e seu filho Afonso Sardinha “O Moço”, acompanhados do técnico em minas Clemente Álvares estiveram no Morro do Araçoiaba em busca de ouro. Encontraram somente minério de ferro, comunicando esse achado ao Governador Geral. 
1599 – O Governador Dom Francisco de Souza esteve próximo ao Morro do Araçoiaba e fundou a Vila de Nossa Senhora do Monte Serrat, levantando o Pelourinho (coluna de pedra ou madeira em que se amarravam os criminosos e escravos fugitivos para aplicação de castigos) que era símbolo da justiça. Toda Vila tinha um Pelourinho. (Naquela época, Vila era o equivalente à cidade). Ordenou, o Governador, que se buscasse ouro pela região. Não o encontrando, após seis meses, Dom Francisco retirou-se. A Vila entrou em declínio, em decadência.
1611 – A Vila transferiu-se para o Itapeboçu (ou Itavuvu) e mudou seu nome para Vila de São Felipe, em homenagem ao Rei Felipe da Espanha (que era também rei de Portugal).
1654 – Baltazar Fernandes, bandeirante paulista nascido em Santana do Parnaíba, toma posse das terras doadas a ele (sesmarias) e manda construir a Igreja de Nossa Senhora da Ponte. Dá início, então, à fundação de Sorocaba. Doou terras para os beneditinos construírem o Mosteiro contanto que mantivessem uma escola. Nossa Senhora da Ponte só existe em Sorocaba. Não há outro lugar no mundo em que se cultue essa Nossa Senhora.
1661 – Baltazar Fernandes vai até São Paulo para encontrar-se com o Governador Salvador Correa de Sá e Benevides, requerendo a elevação do povoado à categoria de Vila. No dia 03 de março de 1661 Sorocaba foi elevada à categoria de Vila e o Pelourinho do Itavuvu foi transferido para lá.
1715 – Paschoal Moreira Cabral, bandeirante de Sorocaba, encontra ouro no rio Coxipó, no Mato Grosso.
1718 – Em 08 de abril, Paschoal Moreira Cabral funda o Arraial de Nossa Senhora do Rio Coxipó, hoje Cuiabá (Capital do Mato Grosso).
1722 – Miguel Sutil, outro bandeirante sorocabano, retira imensas quantidades (arrobas) de ouro em Cuiabá.
1733 – Passa por Sorocaba a primeira tropa de muares (cerca de 2000 animais) conduzida pelo Coronel Cristóvão Pereira de Abreu, considerado o fundador do Rio Grande do Sul. Inicia-se o ciclo do Tropeirismo. Com o passar dos anos, o comércio desses animais consolidou-se, formando em Sorocaba a famosa “Feira de Muares”. Criou-se, também, o Registro de Animais, onde eram recolhidos os impostos desse comércio. Sorocaba tornou-se uma cidade importante, tanto que o Estado era conhecido como São Paulo de Sorocaba. Nos meses da Feira a Vila ficava cheia de gente, o comércio e a indústria caseira (artesanato) se desenvolviam. Companhias de teatro e circo, espetáculos musicais e óperas se apresentavam primeiro em Sorocaba para depois irem para São Paulo ou outras capitais.
1767 – Sorocaba recebeu a visita Pastoral da Santa Inquisição que prendeu o escravo João Mulato Escravo porque este carregava consigo uma “bolsa de mandinga” conhecida também pelo nome de “patuá”. Não foi condenado.
1785 – O português guarda-mor Antonio José da Silva muda-se de Lorena para Sorocaba, fixando residência no bairro do Pirajibú do Meio e traz consigo uma imagem em madeira de Nossa Senhora Aparecida. Mandou construir uma capela e esta foi a segunda igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida (a primeira foi a da cidade de Aparecida/SP). Hoje esse local é o bairro Aparecidinha.
1811 – Dom João VI, nessa época Príncipe Regente, ordena a fundação da Real Fábrica de Ferro de São João do Ipanema, a primeira Siderúrgica da América Latina. Essa Fábrica localiza-se onde hoje é a Fazenda Ipanema, na época pertencente à Sorocaba.
1815 – Na Fábrica de Ferro de São João do Ipanema vieram trabalhar suecos e alemães, todos eles protestantes. Um desses funcionários sentiu depressão por saudades de sua terra e deu fim a sua vida, suicidando-se. Como os padres católicos não quiseram enterrá-lo num cemitério católico, foi pedida a permissão ao Dom João para a construção de um cemitério protestante. Dada a permissão, construiu-se, em Ipanema (Sorocaba) o Primeiro Cemitério Protestante do Brasil.                                                        
1816 – Nasce, no dia 17 de fevereiro, em Ipanema (que pertencia a Sorocaba), o escritor e historiador Francisco Adolfo de Varnhagem, futuro Visconde de Porto Seguro, considerado o Pai da História do Brasil por ter escrito a melhor e mais completa História do Brasil.
1818 – 12 de Novembro – Pela primeira vez a Siderúrgica do Ipanema funcionou com êxito, fundindo três cruzes de ferro (hoje uma delas está no Museu Histórico Sorocabano, a outra na Fazenda Ipanema e a última no final da av. Ipanema, em Sorocaba).
1825 – O Barão de Langsdorff, a serviço do Imperador da Rússia Alexandre I, realizou uma expedição científica no interior do Brasil, tendo chegado em Porto Feliz em dezembro.
1842 – 05 de fevereiro – Sorocaba foi elevada ao título de cidade.
17 de maio – Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar foi aclamado Presidente da Província de São Paulo (título correspondente ao de governador) dando início à Revolução Liberal, luta dos políticos liberais contra os políticos conservadores.
20 de junho – Duque de Caxias veio para Sorocaba e sufocou a Revolução Liberal. Brigadeiro Tobias, antes da chegada de Caxias, em 14 de junho, casou-se com a Marquesa de Santos e escondeu-a no Casarão do Capitão Chico (hoje Museu Histórico Sorocabano – Parque Zoológico Quinzinho de Barros), tendo ele, em seguida, fugido para o Rio Grande do Sul, onde foi preso e encaminhado para o Rio de Janeiro.
1844 – Brigadeiro Tobias e os participantes da Revolução Liberal recebem anistia do Imperador. – No dia 24 de dezembro registra-se na Delegacia de Polícia o senhor Giovani Maria D’Agostini, eremita solitário, que habitou as Matas de Ipanema, sendo por isso conhecido como o Monge do Ipanema. Figura enigmática, esse Monge, diziam, tinha poderes sobrenaturais. Afastava cobras com sua reza, promovia curas milagrosas, adivinhava coisas. Contam que um dia um fiel agradecido levou para o Monge duas galinhas. Uma delas escapou-lhe da mão, durante o trajeto, fugindo.
Ele, nervoso, gritou: “Vá para o diabo!”. Pouco depois, conseguiu recuperá-la. Ao entregar para o monge as duas galinhas, este só aceitou uma dizendo para o fiel: “Esta outra você já ofereceu ao diabo”. O Monge desapareceu misteriosamente de Ipanema. Dizem que foi expulso pelos protestantes (suecos e alemães) que trabalhavam na Fábrica de Ferro, porque não aceitavam suas pregações católicas. Então, o Monge teria rogado uma praga para aquele local, fazendo com que a cada sete anos de prosperidade seguissem outros sete de decadência.
– 12 de janeiro – Inicia-se a iluminação pública da cidade por indicação do vereador Bento Loureiro, presidente de Câmara. A iluminação era de lampiões.
1846 – Sorocaba recebeu a primeira visita do imperador Dom Pedro II. A segunda visita do Monarca deu-se em 20 de agosto 1875. A terceira vez foi 25 de setembro de 1878. A quarta e última visita se deu em 9 de novembro de 1886. Dom Pedro II costumava hospedar-se num sobrado da Rua das Flores (hoje Monsenhor João Soares). Visitava escolas, igrejas, fábricas e o Gabinete de Leitura. Passava pelas ruas em carruagem aberta. A cidade o recebia com festividades.
– Manoel Lopes de Oliveira funda, na Chácara Amarela, a primeira fábrica têxtil, cujos trabalhadores eram escravos. Não obteve êxito, fechando logo em seguida.
– Os conservadores contratam o bandido valentão João Peão para amedrontar os liberais durante a eleição daquele ano. João Peão era do Vale do Paraíba, valentão e assassino, em Sorocaba galopava pelas ruas provocando medo. Passada a eleição, já no ano seguinte (1853) emboscaram João Peão no bairro da Aparecidinha. Os soldados usaram balas de prata benzidas para poder penetrar o “corpo-fechado” do bandoleiro.
1856 – Sorocaba começa a cultivar algodão para exportar para a Inglaterra porque os EUA, que forneciam algodão para os ingleses, estavam em guerra civil, o sul contra o norte (Guerra da Secessão).
1862 – No dia 28 de Maio casa-se em Sorocaba o poeta Luiz Nicolau Fagundes Varela com dona Alice Guilhermina Luande.
1866 – Fevereiro – Morrem na Ilha da Redenção dois dos cem voluntários sorocabanos na Guerra do Paraguai: João Cordeiro e Frederico Grohman. Os voluntários de Sorocaba alistaram-se no Batalhão-Sétimo de São Paulo e foram os primeiros que atravessaram o Rio Paraná, pondo os pés no território inimigo (Paraguai).
1870 – Chega em Sorocaba, para fixar residência, o gramático, escritor e jornalista Júlio Ribeiro. Ele é o autor de livros como “A Carne” e “Padre Belchior de Pontes”. Em Sorocaba foi redator de dois jornais: “O Sorocaba” e a “Gazeta Comercial”. Pela “Gazeta”, auxiliou Maylasky na difusão dos ideais para a construção da Estrada de Ferro Sorocabana.
1871 – 05 de fevereiro – Júlio Ribeiro casa-se com Sofia, sua primeira esposa. A cerimônia foi realizada pelo reverendo Chamberlaim, da igreja Presbiteriana. É esse considerado o primeiro casamento protestante da cidade de Sorocaba.
1874 – Sorocaba recebe a visita do Conde D’Eu, esposo da Princesa Isabel, no dia 20 de outubro.
1875 – 10 de julho inaugurou-se a Estrada de Ferro Sorocabana por obra do empreendimento de Luiz Matheus Maylasky. Essa será uma das mais importantes companhias ferroviárias do Brasil. Maylasky, tempos depois receberá o título de Marquês de Sapucaí. Em 18 de junho a locomotiva Ipanema já havia chegado à Sorocaba, estando pronta para inaugurar a Estrada de Ferro.
1882 – Em dezembro, Manoel José da Fonseca funda a Fábrica Nossa Senhora da Ponte e dá início ao ciclo da industrialização sorocabana. É a primeira fábrica de tecidos de grande porte em Sorocaba.
1883 – Francisco Matarazzo abre uma fábrica de banhas em Sorocaba. Matarazzo, anos depois, irá se tornar um dos homens mais ricos do Brasil.
1885 – Primeira greve de trabalhadores em Sorocaba. Eram os pipeiros, carroceiros que retiravam água do Rio Sorocaba e transportavam em carroções pipas para vender à população. O local mais adequado para retirada da água foi reivindicado também pelas lavadeiras. A Câmara Municipal lançou um decreto proibindo os pipeiros de retirarem água naquele local. Bastou para que esses trabalhadores fizessem greve e deixassem a cidade sem água. Ganharam a causa, mas pouco tempo depois a cidade já possuía água encanada e rede de esgoto e os pipeiros deixaram de existir.
1887 – Natal – Todos os escravos de Sorocaba foram libertados. Eram cerca de 940 escravos que receberam a alforria cinco meses antes da promulgação da Lei Áurea (13 de maio de 1888).
1890 – Funda-se as fábricas de Tecidos Votorantim, Santa Rosália e Santa Maria.
1897 – É fundado o jornal “A Conquista do Bem”, do Partido Democrata Socialista em prol dos trabalhadores. Os operários começam a se organizar.
– Primeira epidemia de febre amarela. A população foi quase toda dizimada. As conseqüências foram catastróficas. Parecia o fim do mundo. Foi o ano da última Feira de Muares em Sorocaba.
1899 – No dia 18 de março de 1899 o professor João Vieira Pinto estuprou e matou a menina Julieta Chaves, de oito anos. Foi acusado do crime um italiano de nome Pascoal que quase foi linchado, só não sendo porque o Monsenhor João Soares do Amaral discursou, contendo a multidão. No fim do discurso o verdadeiro assassino foi até o padre e beijou-lhe a mão. Isso despertou suspeita. Preso, o professor confessou o crime bárbaro. No local onde ocorreu o crime, o povo levantou uma cruz. Diziam que a menina Julieta atendia aos pedidos que lhe rogavam. Assim, a menina passou para a História de Sorocaba conhecida como Julieta, a santinha de Sorocaba.
1899/1900 – Segunda epidemia de febre amarela. Monsenhor João Soares do Amaral auxiliou os doentes, desdobrando-se como pôde em auxílio aos necessitados. Apesar de ter condições financeiras de abandonar a cidade, resolveu ficar e ajudar os pobres doentes. Essa segunda epidemia foi mais terrível do que a primeira. Monsenhor João Soares do Amaral contraiu febre-amarela e morreu em 21 de fevereiro de 1900.
1902 – Primeira greve dos operários da Companhia da Estrada de Ferro Sorocabana.
1903 – Num discurso, Alfredo Maia apelidou Sorocaba de Manchester Paulista. Manchester era uma importante cidade industrial inglesa. A maior parte das indústrias de lá, como as de Sorocaba, eram têxteis.
1906 – João de Camargo Barros, ex-escravo nascido em Cocaes, município de Sarapuí, teve uma visão de Nossa Senhora, dos espíritos de um menino chamado Alfredinho e do Monsenhor João Soares do Amaral que lhe ditaram ordens para dar início a um novo culto. João de Camargo construiu, então, uma igreja próximo ao córrego da Água Vermelha e começou a realizar curas e a dar conselhos.
1910 – Numa passeata de desagravo em favor de Antônio de Oliveira, político hermista, contra a agressão por ele recebida de Antônio Augusto de Covelo, político civilista. No dia 20 de junho, às 15 horas, o povo se aglomerou e realizou a passeata e, passando em frente ao Casarão onde funcionava o jornal Cruzeiro do Sul, foram alvejados pelos soldados da polícia e por políticos locais. Na época foram acusados João Clímaco de Camargo Pires e Luiz Pereira de Campos Vergueiro. Nessa tragédia morreram três operários: Belmiro, Gastão e Lino.
– É inaugurado o novo prédio do Grupo Escolar Antonio Padilha, na Rua Cesário Mota.
1911 – No dia 29 de setembro foi baleado e morto o dr. Joaquim Marques Ferreira Braga, o doutor Braguinha, no local onde hoje é o boulevard Braguinha, próximo à Praça Coronel Fernando Prestes. Braguinha era político de oposição ao governo.
1913 – João de Camargo é preso e processado por curandeirismo. O seu advogado, Juvenal Parada, defende-o e consegue sua absolvição, provando que João apenas receitava água e ervas. Depois, o próprio Juvenal Parada registrou estatutos da igreja como sendo sociedade espírita e João não foi mais incomodado pela polícia e pela justiça.
1917 – Os operários anarquistas, quase todos descendentes de espanhóis e italianos, realizaram em julho a primeira greve geral de Sorocaba. Lutavam por melhores salários e condições de trabalho, bem como redução da jornada de trabalho. Cerca de 10 mil operários paralisaram suas atividades do dia 16 ao dia 19 de julho de 1917 em Sorocaba.
1929 – Chuvas torrenciais castigam Sorocaba em janeiro, transbordando o rio que se elevou, subindo mais de seis metros. Foi uma das maiores enchentes de Sorocaba.
1930 – Chega em Sorocaba o trem presidencial, no dia 30 de outubro, trazendo no último vagão o chefe da revolução de 1930, Getúlio Vargas. Devido a aglomeração dos populares Getúlio não pôde descer na estação. Curiosamente, em março, nas eleições presidenciais, Getúlio obteve em Sorocaba somente três votos.
1931 – Sete de setembro – Alberto Santos Dumont, o pai da aviação, em passeio por Sorocaba resolve fazer e registrar aqui o seu testamento no cartório de Renato Mascarenhas. Foram testemunhas: Simpliciano de Almeida, Alberto Trujillo, Thomaz Rodrigues, José M. de Proença, Norberto Bastos.
1932 – Em 12 de julho partem de Sorocaba os primeiros voluntários da Revolução Constitucionalista: Hilário Correia, Jorge Martins Passos, Francisco Amaral Rogick, Leão Amaral Rogick, Rubens Scherepel, Rubens Gonçalves, Álvaro Martins Filho, Brasil Melchior, Carmo Scarpa, José Vieira Rodrigues, José Ibrahim Sacker, Líbero Mudini, Ovídio Cattuzzo, Floriano Pacheco e Ari Seabra.                                                                                            
1936 – Primeira eleição municipal depois da revolução de 1930. Concorreram três partidos: a Ação Integralista Brasileira, o Partido Constitucionalista e o Partido Republicano Paulista. Foi a primeira vez que uma mulher concorreu a um cargo eletivo em Sorocaba. Essa mulher foi a professora Francisca da Silveira Queiroz, que obteve 127 votos e não foi eleita vereadora.
1947 – Eleição municipal, a primeira depois do Estado Novo (ditadura de Getúlio Vargas imposta a partir de 1937). Foram eleitos cerca de 14 comunistas, entre eles a primeira vereadora de Sorocaba, Salvadora Lopes Peres. Esses comunistas foram cassados no dia da posse, em 1º de janeiro de 1948 e não puderam assumir.
1964 – Golpe militar se instala no Brasil. Em Sorocaba, no primeiro dia do golpe foram presos diversos sindicalistas, operários, políticos, estudantes e padres progressistas. Entre eles: Agrário Antunes (vice-prefeito), Aldo Vannuchi, Guarino Fernandes dos Santos, Antonio Sant’Ana Marcondes Guimarães, Hélio Teixeira Callado, Plácido Mazzon e Celso Ferraz.
1969 – Novo ciclo industrial com a vinda de indústrias como a Faço, a Catu e outras. Sorocaba se desenvolve, rodovias são construídas e a migração aumenta.
1978/1984 – Luta pela Anistia política, pelo fim da ditadura e pelas eleições diretas. O povo de Sorocaba participa ativamente.

Fonte: Enciclopédia Sorocabana; Texto de Carlos Carvalho Cavalheiro.


Trurismo em Sorocaba

Catedral Metropolitana de Sorocaba: Erguida há mais de 300 anos, a primeira matriz foi dedicada à Nossa Senhora da Ponte. No mesmo local foi inaugurada a segunda, em 1783, com algumas modificações em sua arquitetura. No seu interior há pinturas de Ernesto Tomazzini e Bruno de Giusti, além de uma imagem de Nossa Senhora da Ponte, a padroeira da cidade, no estilo barroco de 1771. Recentemente (2002), a matriz foi totalmente restaurada, recebendo nova pintura, iluminação e novo projeto de paisagismo. A Catedral Metropolitana está localizada no centro do município.

Teatro Municipal Teotônio Vilela: Inaugurado em 29 de janeiro de 1983, o Teatro Municipal teve na estréia uma apresentação da orquestra Sinfônica e Coral Getúlio Vargas. Construído em uma área de 450 metros quadrados, ele conta com dois espaços cênicos, um interno, com 435 poltronas e quatro lugares para pessoas portadoras de necessidades especiais. Além de tudo isso, o local ainda conta com um espaço externo, o Teatro de Arena, com capacidade para 600 pessoas. O hall de entrada do teatro abriga o acervo do Museu que preserva objetos e documentação dos espetáculos ali exibidos. O lugar é elogiado por artistas de renome pela sua excepcional acústica.
Horário de Funcionamento: Das 08:00 às 12:00 e das 13:00 às 17:00.
Endereço: Av. Eng.º Carlos Reinaldo Mendes (ao lado do Palácio dos Tropeiros, integra o conjunto arquitetônico do Alto da Boa Vista).

Mercado Municipal: Inaugurado em 1938, o prédio substituiu o antigo mercado da cidade, que já não comportava o volume de mercadorias. Nesta época, o Mercado era o principal centro comercial do município. Tombado pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico em 1988, o Mercado Municipal passou por restauração e revitalização de seu entorno em 2003, com projeto de iluminação que destaca e valoriza suas linhas arquitetônicas. O local é hoje um dos cartões-postais de Sorocaba.

Museu Histórico Sorocabano: O casarão bandeirista que abriga o Museu Histórico Sorocabano foi construído em 1780 pelos escravos de João de Almeida Pedroso. A principal finalidade do Museu é preservar e apresentar em exposições permanentes e periódicas a história de Sorocaba e região. O seu acervo está exposto seguindo a evolução histórica da cidade, desde a sua pré-história. No momento, ele encontra-se fechado ao público, em processo de restauração.

Centro Cultural Antônio Francisco Gaspar: Anexo ao Museu encontra-se o Centro Cultural Antonio Francisco Gaspar, que oferece aos visitantes um amplo acervo para pesquisas. O centro conta com uma biblioteca de apoio, arquivo histórico, hemeroteca e Memória Histórica Impressa. O documental sobre a história de Sorocaba, da região e do Estado de São Paulo, e do próprio Museu Histórico Sorocabano está à disposição do público.

Igreja de Sant´Ana e Mosteiro de São Bento: Construída em 1660, a igreja foi a primeira capela de Nossa Senhora da Ponte, antes da matriz receber o mesmo nome. O início das obras datam de 1667, mas somente após 1690 a construção foi concluída. Propriedade de Baltazar Fernandes, o local foi doado aos padres beneditinos de Parnaíba. A igreja está localizada no centro da cidade.

Parque da Biquinha: Criado em 1976, o Parque está situado em uma área verde com cerca de um alqueire de terra. O local é uma região de topografia privilegiada por fazer parte de uma bacia hidrográfica com quedas d´água e um lago. Na entrada foi criada uma área apropriada para atividades de lazer e recreação. Há ainda quiosques com churrasqueiras, local para piqueniques, playground e um delicado orquidário que vale a pena ser visitado. No interior do Parque a vegetação vai se intensificando, entremeada pelo córrego e suas nascentes. O espaço também é usado com fins educativos, já que os alunos de pré-escolas, ensino fundamental, médio e universitários podem fazer pesquisas.
Endereço: Av. Comendador Pereira Inácio, 1.112, Jd. Emília.

Parque Natural dos Esportes Chico Mendes: Criado no dia 22 de dezembro de 1977, o parque conta com uma grande área verde com cobertura vegetal predominante de eucaliptos. O local também abriga áreas de mata ciliar preservada e trilhas para atividades educativas. O Parque é apropriado para a prática de esportes e caminhada. Em contato com a natureza, o visitante pode observar diversas espécies de animais como araras, pavões, patos e gansos. A população ainda desfruta de um espaço com churrasqueiras e playground para as crianças. Ele também é usado para a realização de vários eventos, entre eles a Expo-verde, feira de plantas e flores, que também expões atividades educativas e trabalhos de pesquisa realizados por nossas universidades, além da feira de artesanato.
Av. Três de Março, 1025, Alto da Boa Vista.

Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros: Considerado um dos mais completos da América Latina, o zoológico é o cartão postal de Sorocaba. Revitalizado em 2004, o local conta com novos recintos, que incorporam as mais modernas técnicas de exibição como fossos para macacos, aviário onde os pássaros voam em volta do visitante e grandes painéis de vidro que permitem a perfeita visualização de ariranhas e ursos, entre outros. A cozinha do zôo fornece alimentação para mais de mil animais de trezentas espécies diferentes, com recintos distribuídos harmonicamente em área de 120.000 metros quadrados. As instalações técnicas, como a creche e o completo hospital veterinário, oferecem, além dos serviços básicos, a oportunidade de treinamento para estagiários e estudantes, funcionando como verdadeiros laboratórios de pesquisa. Já o programa de educação ambiental é referência no Brasil e atende os mais diversos graus de escolaridade e segmentos etários, durante todo o ano. Rua Teodoro Kaisel 883, Vila Hortência.


Localização

A cidade de Sorocaba está localizada na região sudoeste do Estado de São Paulo, a 96 Km da capital, limitando-se ao norte com Porto Feliz; ao sul com Votorantim; ao leste com Mairinque; ao nordeste com Itu; ao oeste com Araçoiaba da Serra; ao sudoeste com Salto de Pirapora e ao Noroeste com Iperó.

Segundo uma estimativa do IBGE de julho de 2004, a cidade tem cerca de 552.194 habitantes e ocupa uma área de 456 quilômetros quadrados, sendo 249 quilômetros quadrados de área urbana e 206 de área rural.

Sorocaba também oferece um bom acesso para outras cidades como São Paulo, Itu e Campinas pela rodovia Castelo Branco (SP 280). Araçoiaba, Itapetininga e Alumínio pela Rod. Raposo Tavares (SP 270). Itu pela Rodovia Sorocaba / Itu (SP 79). Porto Feliz e Iperó pela Rod. Emerciano Prestes de Barros (SP 97). Salto de Pirapora, Votorantim e Piedade pela Rod. João Leme dos Santos (SP 264).





Economia
A economia de Sorocaba destaca-se no setor industrial, sendo um dos maiores municípios com poder de atração de investimentos privados. Com um parque fabril bastante diversificado e de alta tecnologia, a cidade possui 1.600 indústrias, que empregam 38 mil trabalhadores.

Entre as indústrias locais, mais de 150 empresas enviam seus produtos para pelo menos 120 países com os quais o Brasil mantém relações comerciais, sendo que os negócios atingem uma média de US$ 370 milhões por ano.

Já o comércio de Sorocaba é uma das atividades econômicas que se destaca com mais de treze mil pontos e, pelo menos, 8.500 prestadoras de serviços. Por conta desse potencial, o comércio sorocabano modernizou-se na última década. O município conta hoje com três shoppings centers com lojas âncoras que atraíram para a cidade grandes redes varejistas.

A cidade oferece cerca de cinqüenta cursos superiores em quatro universidades: Universidade de Sorocaba (UNISO), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Pontifícia Universidade Católica (PUC), Universidade Paulista (UNIP) e mais cinco faculdades.

Sorocaba ainda oferece excelentes cursos de formação técnica. Além de dispor da Faculdade de Tecnologia (FATEC), a cidade também conta com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que oferece diversos cursos voltados para a indústria. Já o SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) conta com cursos direcionados ao comércio e prestação de serviços.


Essa estação  foi

aberta em 1902


Município: Sorocaba
Grupo Escolar Antônio Padilha
Atual: EE Antonio Padilha
1896

"O grupo foi instalado em prédio alugado pela municipalidade, em rua central, e passou por uma reforma que melhorou bastante suas condições para abrigar esse estabelecimento de ensino. Em 1909, consta ter sido construído prédio próprio, que fez parte de um conjunto de projetos para 4 escolas, de autoria de Manuel Sabater."

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